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terça-feira, novembro 13

Deito-me tarde...


Deito-me tarde,
Espero pelo silêncio que nunca chega cedo,
Espero o silêncio para encontrar-me,
E descobrir o que hoje sou.

Mas tenho medo,
Na sombra que o espelho reflete
Não me reconheço...
E as palavras para dizer o que sinto,
Não existem. Ainda não existem.

Árvore cansada de ramos estendidos para o mar,
Esbranquiçados pela maresia do tempo

O silêncio chega tarde,
Tão tarde que por vezes adormeço,
E no sonho do espelho já me reconheço.

Então sou explosão, lava ardente,
O rugido do vulcão que deu à luz,
A terra quente onde nasci.

Sonho que acordo o vulcão que um dia fui.
 
 
 
M:G. Numa noite imsomnia...