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terça-feira, fevereiro 8

Vida de ciganos!


Bem dizia a minha mãe que tinha vida de ciganos!
Desta vez ficamos bem mais perto do sítio onde tínhamos vivido quando chegamos à Venezuela, apenas não estávamos à beira mar, mas no sopé da montanha, bem próximos da estação de teleférico que subia para Galipan, da primeira escola que eu tinha frequentado e da rua onde meu pai tivera o hotel e o bar, mas, pelo que me recordo, durante o tempo que moramos nesta casa não passamos uma única vez nessa rua.
Era um pequeno apartamento com uma grande sala, da qual fazia parte a cozinha, e dois quartos divididos com cartão, e um cubículo que fazia de casa de banho, apenas com um chuveiro encaixado na extremidade de um cano que saia da parede, o qual se chegava subindo algum degraus que terminavam num balcão agradável desde o qual se podia apreciar uma simples e típica praça onde se situava a igreja .
A nossa situação económica não era muito boa, mas agora o meu pai vinha todos os dias para casa e começávamos a parecer uma família unida.
Foi aqui que recebemos a minha nova irmã, uma menina gordinha e linda como era habitual que fossem os filhos da minha mãe, era o quarto filho que  lhes nascia  naquela terra. Agora éramos três raparigas e dois rapazes, o que fazia de nós uma família grande que ocupava completamente um dos compridos bancos da igreja, e toda a gente olhava para nós o com admiração porque éramos bonitos e bem-educados!
Curiosamente, apesar de todas a viagens que fizemos, todos os meus irmãos (mesmo os que viriam depois) nasceram no mesmo hospital e foram registados na mesma cidade, apenas eu tinha outro lugar de nascimento, e como se verá depois, só eu me sentia atraída pela ilha.