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segunda-feira, novembro 2

Chamava-se Christos Paabola


Na petroquímica onde meu pai trabalhava havia um finlandês com o qual fez amizade. Vivia na mesma cidade do que nós e  muitas vezes meu pai vinha com ele para casa ao fim de semana.
 Chamava-se Christos Paabola, engenheiro metalúrgico, era um homem de estatura muito elevada e muitos quilos de peso, mas era a pessoa mais bonacheirona que conheci. Com aquele aspecto de gigante, de rosto muito rosado, a pele marcada de bexigas e cabelos frisados, quase vermelhos, tinha uma gargalhada estrondosa e contagiante. Os olhos muito claros eram vivos e bondosos, aquele homem era a mais pura manifestação da alegria e generosidade. Todos gostamos dele desde o primeiro dia.
 Tinha mulher, também finlandesa, chamada Katerina. Ela era pequenina, muito branca e de cabelos lisos e curtos, tão loiros que pareciam um campo de trigo no Outono, e meigos olhos azuis. O seu temperamento era muito suave e sorria sempre diante das explosões destemperadas do marido. Tinham sete filhas, todas de idades muito aproximadas.
A sensação com que fico ao lembrar delas era como estar diante de um coro de anjinhos loiros e felizes! A filha mais velha chamava-se Jristha e era uns anos mais velha do que eu. Também era muito amável, demonstrava uma grande segurança que me cativou. Tornou-se a minha heroína. Recordo que ela estava fazendo um curso de línguas e secretariado, e de eu insistir para que me deixassem ir para a mesma escola. Aquela família feliz proporcionou-nos momentos muito agradáveis.
Continua…