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terça-feira, setembro 1

Uma desgraça nunca vem só

Como uma desgraça nunca vem só, ela queimou-se numa perna ao entornar um prato de papas de milho quentes. Foi uma queimadura muito seria e dolorosa que tardou a cicatrizar e lhe deixou uma marca para sempre. Possivelmente devido ao sofrimento pelo qual que passou, o filho que esperava nasceu prematuro de sete meses.
Desta vez foi uma menina que parecia muito pequenina, se compararmos com os outros filhos, sempre muito grandes à nascença. Apesar de prematura tinha peso suficiente e não precisou de ir para a incubadora e poucos meses bastaram para que se tornasse numa linda bonequinha, muito esperta e saudável.
Não obstante a sua aparência franzina a minha mãe amamentou todos os filhos, durante o primeiro ano apenas bebiam o leite materno, mas ela continuava dando de mamar como complemento até quase aos dois anos, só deixando de o fazer quando descobria que estava esperando bebé de novo…
Deu o melhor que tinha, e juntamente com leite materno deixou a todos os filhos uma herança de saúde, de capacidade de sonhar e… uma certa dose de loucura.