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domingo, setembro 20

Amor

De um amor morto
sepultado no tempo
surge em condensação
duma afeição rara
a beleza do abraço
mas íntimo
mais voraz
mais nu.

O arco-íris risca o firmamento
o desafio ao Sol
Brilha o luar mais do que a Lua
Sente-se o perfume da rosa
e não a rosa
é poesia a silenciosa 
distância entre a emoção
e o seu canto
é poema ainda o já poema?

O amor talvez seja o que do nada resta.

 Merícia de Lemos