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domingo, julho 5

Malandrices da trancinhas...

Fumei o primeiro cigarro aos nove anos.
O meu pai não era fumador mas gostava dar umas fumaças, de vez em quando, num tabaco puro cubano. Eu achei que devia experimentar aquilo que parecia proporcionar um grande prazer a meu pai...
Um dia, enquanto ele dormia a sesta, roubei-lhe o tabaco e me fechei na casa de banho, tremendo de emoção e com a consciência plena de que ia praticar um acto censurável.
Depois de acender o tabaco puxei com avidez o fumo durante alguns minutos, até ficar completamente agoniada. O mal-estar aumentava cada vez mais, julgava que ia morrer! Tudo girava à minha volta, a minha cabeça parecia ter o tamanho do mundo e o meu estômago parecia um vulcão!
Não queria sair da casa de banho para que ninguém descobrisse que tinha feito! Mas os arranques violentos e ruidosos que não conseguia disfarçar, chamaram a atenção da minha mãe, que veio a encontrar-me num estado lastimável!
Toda eu fedia a tabaco, mal me podia segurar de pé e cada tentativa de movimento me obrigava a virar-me para o lavatório para despejar o fumo que tinha engolido!
Passei um dia terrível! A minha mãe ficou a meu lado, aplicando-me compressas frias na testa e me obrigando a tomar chazinho de hortelã. Remédio santo! Nos anos que se seguiram, só de pensar em tabaco ficava agoniada.
Só voltei a pegar num cigarro muitos anos mais tarde…