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quarta-feira, junho 17

Continúa a história...


Henrique entrou e se sentou num dos altos bancos junto ao balcão e, olhando de forma desafiadora para meu pai, pediu uma cerveja, mostrando propositadamente a arma que trazia.
O meu pai fingia estar calmo, mas a palidez do rosto o traia, ainda teve tempo de nos fazer um sinal pedindo que nos afastássemos e fomos nos esconder atrás da divisória de madeira.
Eu estava gelada e tremia violentamente, mal podia me segurar nas pernas; minha mãe mantinha-se atenta a todos os movimentos que o homem fazia mas eu podia sentir a ansiedade e o medo e isso me assustava ainda mais.
Sentia-me mergulhada num daqueles sonhos, ou pesadelos, nos quais estamos em perigo mas não conseguimos fugir, onde ficamos paralisados e gritamos com todas as forças mas a voz não sai da garganta! Não sei quanto tempo passou em realidade, mas pareceu uma eternidade…
O sujeito bebeu vagarosamente a cerveja, lançou uma moeda para o balcão e, sem dizer uma palavra, saiu calmamente.
Não foi difícil perceber que esta ameaça tinha a sua origem no incidente com o chihuahua.

O episódio continua…