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quarta-feira, abril 22

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Mas, o que terá despoletado todo este turbilhão de desejo e ansiedade?

Talvez quando decidiu voltar à escola e terminar o secundário. Durante três anos, todas as tardes, pontualmente às 19:15, entrava na escola, cumprimentava o vigilante com um grande sorriso (por vezes pensava que ele a julgava maluquinha! Ninguém vai para a escola tão satisfeita!)

Encontrava-se na cafetaria com os colegas, todos muito mais jovens, e sentia-se como eles. Assistia às aulas como se tivesse 15 anos, tratava os professores por S´tor, fazia os trabalhos de casa e perdia as noites estudando, pesquisando na internet ou nos livros, seguramente com maior dedicação do que muitos jovens, era competitiva, tentava sempre que os seus trabalhos fossem os mais classificados, os de nota mais alta! Não porque se achasse melhor que os demais mas porque não queria que houvesse qualquer dúvida sobre as suas capacidades e inteligência. Surpreendia-se com esta sua nova faceta mas estava a gostar!

Para ela a escola era o sonho adiado que agora conseguia concretizar. Era, também, um desafio a si mesma, tinha que provar a si e aos outros que ainda era capaz de aprender e fazer as coisas bem feitas.